sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Qualquer coisa, afinal ainda são 02:38



A minha boca é dona de granadas que só eu posso usar,
Explodem apenas pelo desespero de serem relembradas.

Nos meus lábios encontrarás cinzas, até que as chamas do meu coração se extingam.
Até que a minha voz cale todos os pensamentos que até então me castigam.

Não existe nada que me faça cessar.

Enquanto a minha voz for o meu maior instrumento
Composarei mil e uma melodias
Em que a reprodução do pizzicato estará em constante repetição,
E cada estalar de cordas será uma recordação de que a minha voz nem sempre foi livre.

 E este palco, a tua atenção, um abraço de luzes
Que mais parece um novo tipo de previlégio
Ao ser entendida pela primeira vez.

Passei demasiado tempo agarrada ao teu nome,
Tudo o que te representa, o que melhor te descreve
Sufocas-me e sabes-me a pretéritos imperfeitos.
"Tu foste"
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