sexta-feira, 2 de abril de 2010

06:37 e Jonh Donne poem

Ía escrever algo relacionado contigo, mas aburreci-me. O homem á beira da escada continua lá por isso acho que não terei de apressar as coisas. Com o desenrolar do episódio desenhado por milhares de mãos eu apenas tento ser mais uma e falar do que espero e/ou vivo. Contudo á parte do todo abstractismo esta é a minha vida e consequente morte e não penso que nenhum de vós terá algum aspecto intimo a ver. Não é tempo para actos verbais antecedentes ao futuro, tou cansada e irritada, pouco sou, mas plena de que poucos têm consciência daquilo que é. Todos querem ouvir e ver o que fui e o que serei, atentos á minha desgraça pôe pimenta na minha comida como se da deles mesmo se tratasse. Imbecis, nada mais simples e adequado á vossa espécie em constante evolução. Monopolizadores do destino de outrém, nada seria pior do que a detalhada análise que têm de vós mesmos. A vossa edição, interpretação contra a obrigação que têm perante a verdade expõe o podre e insensato fazendo-o parecer quase puro e belo de tão malicioso. Vejo agora as janelas da simplicidade para o mundo da deslavada simpatia sem conservantes. Absorvi todo o conhecimento num segundo e tentei guardá-lo só para mim, ter uma epifania é komo ter cancro e recuperar vem, vai mas deixa mazelas. Trechos do conhecimento ainda envolvem os meus pensamentos como se fosse escapar por meus ouvidos, tento não pensar muito nisso, tenho medo que escutem. O Senhor do conhecimento desceu só para me dar a cheirar o fruto proíbido, que deliciosamente penso á espera de mais, mais qualquer coisa que não entendo. Eu não quero morrer em desespero de não entender o que se é...Quero mostrar ao mundo como se sente, queria poder explicá-lo e utilizar palavras minhas como se não o pudesse descrever. E não existe um meio próprio. Encontro-me com dores agonizantes, preciso de algo que me faça parar, algo agressivo que me faça ter controle sob esta dor. Sibila-me poucas palavras, acho que neste caso em especial seria significante estar-se vivo. Agora pergunta-me como me sinto hoje, alegremente responderei que não consigo destinguir um diagnóstico conclusivo acerca da minha pessoa para vosso hulmide bom humor e simpática hiprocrisia.


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DEATH BE NOT PROUD



"Death be not proud, though some have called thee

Mighty and dreadfull, for, thou art not soe,

For, those, whom thou think'st, thou dost overthrow,

Die not, poore death, nor yet canst thou kill mee.

From rest and sleepe, which but thy pictures bee,

Much pleasure, then from thee, much more must flow,

And soonest our best men with thee doe goe,

Rest of their bones, and soules deliverie.

Thou art slave to Fate, Chance, kings, and desperate men,

And dost with poyson, warre, and sicknesse dwell,

And poppie, or charmes can make us sleepe as well,

And better then thy stroake; why swell'st thou then?

One short sleepe past, wee wake eternally,

And death shall be no more; death, thou shalt die." By Jonh Donne


Tradução(mais ou menos -_-")

"Morte não te orgulhes, pois muitos já te chamaram
Poderosa e desafiante contudo a sua arte não é um negócio
Para aqueles que pensam, para aqueles que querem derrubar o pensamento da sua existência
Não morras pobre morte,e nem penses em matar-me também
Do descanso e dormida, assim como as fotos retratam
Mais prazer, do que elas, deverá então decorrer
E mais cedo do que esperado os nossos melhores homens irão
O descanso de seus ossos, e a entrega de suas almas.
Apesar de a arte ser escrava do destino, da oportunidade, Reis e homens desesperados
daqueles que do veneno possuiam,de doenças se alimentaram,
de merda, ou feitiços, conseguem também fazer-nos durmir,
e cada vez melhor o fazem; Porquê então o seu caminho?
Um pequeno sono acaba, acordamos eternamente
E não será mais morte. Morte, contudo irás morrer."

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